quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

VAR x Árbitro: quem tem a palavra final no lance decisivo?

Tecnologia ajuda, mas interpretação humana ainda define o rumo do futebol.

VAR X ARBITRO.
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DONO DO APITO.

O futebol moderno vive um de seus maiores debates desde a criação da regra do impedimento: afinal, quando acontece um lance polêmico, quem está certo — o árbitro de campo ou o VAR.

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Desde a adoção oficial do árbitro de vídeo pela FIFA, o objetivo sempre foi reduzir erros claros e óbvios. Porém, na prática, o que se viu foi o surgimento de uma nova discussão: a tecnologia trouxe justiça… ou apenas transferiu a responsabilidade

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O que diz a regra

As normas do VAR são definidas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol mundial. Segundo o protocolo, o VAR só pode interferir em quatro situações:

  1. Gol (irregularidade na origem da jogada)
  2. Pênalti (marcar ou anular)
  3. Cartão vermelho direto
  4. Erro de identificação de jogador

Ou seja: o VAR não foi criado para apitar o jogo, mas para corrigir erros claros.

Então por que ainda há polêmica?

Porque o futebol não é uma ciência exata — é interpretação.

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Existem dois tipos de decisões:

1. Factual (objetiva)
Exemplo: bola saiu, impedimento milimétrico, falta fora ou dentro da área.
Aqui o VAR quase sempre resolve.

2. Interpretativa (subjetiva)
Exemplo: intensidade da falta, mão na bola, disputa de corpo, carga leal.
Aqui começa o problema.

Mesmo vendo o replay em câmera lenta, dois árbitros podem enxergar lances de maneira diferente. O vídeo mostra… mas não decide sozinho.

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Quem manda afinal?

A regra é clara:

👉 O VAR recomenda
👉 O árbitro decide

Ou seja, a palavra final sempre será do árbitro de campo. Ele pode manter a decisão mesmo após revisar no monitor — e isso não significa erro automático.

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O maior erro de compreensão do torcedor

Muita gente acredita que o VAR veio para eliminar polêmicas.
Na verdade, ele veio apenas para reduzir erros graves.

O futebol continuará discutível porque contato físico, intensidade e intenção jamais serão 100% objetivos. O vídeo mostra a imagem — mas não lê pensamento.

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Conclusão

O VAR não substituiu o árbitro.
Ele virou apenas um segundo olhar.

Se antes a discussão era “o juiz errou”, hoje virou
“qual interpretação foi mais justa?”

E talvez seja exatamente isso que mantém o futebol vivo:
no campo, na arquibancada e principalmente na resenha depois do jogo.

Por: Assis Araújo.

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